MONUMENTOS DE ALBUFEIRA
O ARCO
DA TRAVESSA DA IGREJA VELHA
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- O Arco da Igreja velha foi construído pelos árabes.
- Havia nesta rua uma mesquita árabe, que depois foi
transformada em igreja e foi destruída com o terramoto de 1755. É por isso
que se chama Arco da Travessa da Igreja Velha.
- Os árabes fizeram o pavimento da rua em calçada de rego
no meio para a água das chuvas correrem bem.
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- Arco da Travessa Velha!
- Como tu és já velhinha!
- Gosto de passear aí
- De dia e à noitinha.
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- A Igreja é antiga
- A travessa também
- Os árabes tiveram esta fadiga
- O arco pertence a isto também.
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- Perto da costa, virado ao mar
- Quando vem o escuro sobre o lugar
- Fica para todos verem
- O arco numa noite de luar.
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- Em cima do arco
- As estrelas brilham
- Com tanto gosto olho
- Que os meus olhos brilham.

ESTÁTUA DO BEATO VICENTE
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- O Beato Vicente nasceu no ano de 1590 na vila de
Albufeira. Após o baptismo a mãe ofereceu-o a N. Sra. da Orada.
- Tornou-se um bom músico, tocava bem guitarra e estudou
medicina.
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- Ele tinha um sonho era pregar a fé de Cristo no Japão.
São Vicente era um cristão, fez-se padre e depois realizou o seu sonho.
Chegou ao Japão e falou sobre Cristo.
- Quando descobriram que o Beato Vicente falava sobre
Cristo pensaram em queimá-lo. Apanharam-no e queimaram-no no dia 3 de
Setembro de 1632. S. Vicente pegou no seu crucifixo e gritou com toda a
força: "Viva a fé de Jesus Cristo"
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- Nasceu em Albufeira
- Este homem valoroso
- Fizeram-lhe uma estátua

- Tornou-se famoso.
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- A Estátua do Beato Vicente
- É um bonito monumento
- A Estátua do Beato Vicente
- Fica no Largo Jacinto de Ayet
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- A Estátua de Beato Vicente
- Fica no cimo de Albufeira
- Tem que se subir as ruas
- Que dá uma grande trabalheira
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- São Vicente era um Cristão
- Com um crucifixo na mão
- Foi pregar a fé no Japão
- Aí o queimaram então.
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- Estátua de S. Vicente
- Como tu és novinha
- Gosto de passar aí
- De dia e à noitinha.
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- Nesta terra de Albufeira
- Está a Estátua de Beato Vicente
- Ele foi ilustre e mártir
- Admirado por toda a gente.

Igreja de S. Sebastião
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- Templo construído na década de 40 do século XVIII. Está
situado na Praça Miguel Bombarda.
- As suas formas arquitectónicas são de inspiração popular.
Do seu exterior salienta-se uma cúpula e dois belos portais, sendo o lateral
do lado esquerdo debruado por cantaria em estilo manuelino e o principal
trabalho, constituindo um bom exemplo de decorativismo barroco.
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- O seu interior de uma só nave apresenta um belo restábulo
de madeira, medindo 8,70x4,90, da 2ª metade do século XVIII, seis imagens de
santos, todos em madeira e de autores desconhecidos, sendo a de S. Domingos,
a de S. Francisco Xavier, a de Nossa Senhora da Conceição e a de S.
Francisco, do século XVIII; a de S. Bento do século XVII e a de S. Brás dos
finais do século XVI. Existe ainda uma imagem de pedra, com 0,50x0,33 de
autor desconhecido, talvez do século XVI, em mau estado de conservação e com
mutilações. Esta imagem deverá pertencer à antiga Ermida de N. Sra. da
Piedade.
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- A Igreja de S. Sebastião
- Fica na Praça Miguel Bombarda
- É uma bonita construção
- E muito bem situada.

Igreja Matriz
Situada
na Rua da Igreja Nova, é uma construção dos finais do século XVIII. Veio
substituir a antiga Matriz que ruíu durante o terramoto de 1755. A obra teve
início em 1872 e foi sagrada no dia 15 de Julho de 1800, pelo Bispo do Algarve,
Dom Francisco de Avelar.
Para além das esmolas do
povo, a obra foi subsidiada pala coroa, tendo a Rainha D. Maria I concedido 5000
cruzados e o Município 596 mil réis.
A Igreja, de estilo
neoclássico, mede 40m de comprimento, 18,50m de altura e 11,20m de largura
interior. Tem uma só nave com quatro capelas laterais, a capela batismal, o
coro, dois púlpitos e duas salas laterais. As capelas laterais são dedicadas: às
Santas almas (primeira à direita); ao bispo S. Luís (primeira à esquerda); a Nª
Sª de Fátima (segunda à direita) e ao Sagrado Coração de Jesus (segunda à
esquerda)
No altar-mór, salienta-se
uma magnífica imagem de Nº Senhora da Conceição, padroeira de Albufeira, com
2,40m de altura, so século XVIII, de autor desconhecido, talvez de origem
italiana. A imagem foi coroada com a belíssima coroa de prata no dia 8 de
Dezembro de 1946. Tem por fundo um retábulo pintado em tela, da autoria do
pintor Samora Barros, figura ilustre de albufeira.
Encimando o arco da porta
principal e o arco triunfal encontra-se a Cruz de Aviz, Ordem Religiosa-Militar
a que pertenceu Albufeira

TORRE
DO RELÓGIO
Antiga torre do edifício da cadeia. Situa-se
na rua Bernardino de Sousa.
Assenta
na parede do castelo junto à antiga porta de entrada da Praça de Armas. Foi
dotada no século XIX de uma coroa de ferro que sustenta o sino das horas.
Em 6 de Maio de 1846 a Câmara deliberou que o
ordenado da pessoa que tratasse de Relógio, fosse de 10 reis anual.
Hoje encontra-se iluminada em dias de
festividades. Tem sido utilizada como símbolo da cidade

ANTIGA
ALBERGARIA
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- Construção muito simples, onde se salientava o portal
rodeado por um arco de ogiva, de grande singeleza. Situa-se também na rua
Henrique Calado.
- O edifício teria sido dos poucos que escaparam à
destruição do terramoto de 1755.
- Aqui recebiam guarida, pernoitavam os viajantes e os
mendigos. A Misericórdia ajudava-os dando-lhes comida e agasalhos para
poderem prosseguir viagem.
- Do início do século até 1979 serviu de morgue, passando
depois das obras do Hospital, a ser armazém de apoio do actual Centro de
Saúde.

MURALHA DO CASTELO
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- Fica situada na Rua Joaquim Pedro Samora, onde ficava
situada uma das portas da muralha do Castelo, a porta Norte ou da Praia.
- A muralha possuía mais duas portas, a porta principal ou
da Praça, a que ficava na praça da República e a porta de Sant’Ana, assim
designada por dar acesso à capela do mesmo nome, situada um pouco mais
abaixo, do lado direito do actual Posto da Guarda Fiscal. Construção que
desapareceu também durante o terramoto de 1755. Nos finais do século XVIII o
culto de Sant’Ana passou a celebrar-se noutra Igreja com o mesmo nome.

ANTIGOS PAÇOS DO
CONCELHO
Está situado na Praça da República, dentro da área do
antigo castelo por isso leva a crer que tenha origem na época Medieval. Sofreu
elevados danos no terramoto de 1755 e foi incendiado no século passado em 24
de Julho de 1833 quando das lutas liberais e de invenção da guerrilha do
Remexido,
No edifício salienta-se, a encimar a porta principal, o
brazão de armas dos Azevedos, alcaides-mores do Castelo de Albufeira.
Representa a cruz da Ordem de Aviz e um bufo em atitude de voo. Este brasão
encontrava-se primitivamente sobre a porta em ogiva da entrada da Praça de
Armas.
Sofrendo sucessivas remodelações, o edifício encontra-se
actualmente a aguardar obras de transformações do interior para nele ser
instalado o Museu Municipal.
